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Doença de Parkinson: Diagnóstico e tratamento

O que é a Doença de Parkinson?

A doença de Parkinson é uma doença neurológica progressiva que afeta o movimento do corpo. É uma das doenças neurodegenerativas mais comuns e estima-se que cerca de 1% das pessoas com mais de 60 anos sofram de Parkinson. A doença afeta principalmente o sistema nervoso central, o que causa problemas de movimento, como tremores, rigidez muscular e lentidão. A doença de Parkinson pode ter um impacto significativo na qualidade de vida das pessoas, afetando a capacidade de trabalhar, realizar atividades cotidianas e manter relacionamentos sociais.

Causas

A causa exata da doença de Parkinson ainda é desconhecida, mas acredita-se que seja uma combinação de fatores genéticos e ambientais. Vários genes foram identificados como tendo um papel na doença de Parkinson, mas a maioria dos casos é considerada esporádica, ou seja, não tem uma causa genética conhecida. Fatores ambientais, como exposição a pesticidas, toxinas e poluição do ar, também podem aumentar o risco de desenvolver a doença de Parkinson. Acredita-se que a exposição a toxinas, como o MPTP, possa levar à morte de neurônios dopaminérgicos, o que pode levar à doença de Parkinson.

Sintomas

Os sintomas da doença de Parkinson podem variar de pessoa para pessoa e podem ser leves ou graves. Os sintomas podem incluir:

Tremores

Tremores nas mãos, braços, pernas e mandíbula são um dos sintomas mais comuns da doença de Parkinson. Os tremores geralmente ocorrem quando a pessoa está em repouso e desaparecem quando ela se move.

Rigidez Muscular

A rigidez muscular pode tornar os movimentos mais difíceis e dolorosos. A pessoa pode sentir como se estivesse presa e ter dificuldade em se mover livremente.

Lentidão

A lentidão dos movimentos, ou bradicinesia, é um sintoma comum da doença de Parkinson. A pessoa pode ter dificuldade em iniciar um movimento ou em realizar tarefas simples, como se vestir ou comer.

Problemas de Equilíbrio

A doença de Parkinson pode causar problemas de equilíbrio e coordenação, o que aumenta o risco de quedas.

Problemas de Fala

A doença de Parkinson pode afetar a capacidade da pessoa de falar claramente. A pessoa pode falar mais baixo ou com menos clareza, e pode ter dificuldade em controlar a velocidade e a cadência da fala.

Problemas de sono

A doença de Parkinson pode causar problemas de sono, como insônia e sonolência diurna.

Problemas Emocionais

A doença de Parkinson pode afetar o humor e a capacidade da pessoa de lidar com o estresse. A pessoa pode se sentir deprimida, ansiosa ou irritável.

Tratamentos

Embora a doença de Parkinson não possa ser curada, existem várias opções de tratamento que podem ajudar a gerenciar os sintomas e melhorar a qualidade de vida do paciente. O tratamento é geralmente personalizado de acordo com os sintomas e necessidades individuais do paciente. As opções de tratamento podem incluir:

Medicamentos

Existem vários tipos de medicamentos que podem ser usados para tratar os sintomas da doença de Parkinson. Os medicamentos mais comuns são aqueles que ajudam a aumentar os níveis de dopamina no cérebro, como a levodopa e os inibidores da MAO-B. A levodopa é convertida em dopamina no cérebro, ajudando a melhorar a rigidez muscular, a lentidão dos movimentos e os tremores. Os inibidores da MAO-B ajudam a retardar a progressão da doença, impedindo a quebra da dopamina no cérebro.

Fisioterapia e Terapia Ocupacional

A terapia ocupacional pode ajudar a pessoa a manter a independência e a capacidade de realizar atividades diárias, como se vestir e tomar banho. A fisioterapia pode ajudar a melhorar a mobilidade, a flexibilidade e a força muscular.

Cirurgia

Em casos graves, a cirurgia pode ser uma opção. A cirurgia envolve a implantação de um dispositivo de estimulação cerebral profunda (DBS) no cérebro. O DBS ajuda a melhorar os sintomas da doença de Parkinson, enviando sinais elétricos para o cérebro.

Estilo de Vida

O estilo de vida também pode ter um papel importante no gerenciamento da doença de Parkinson. A prática regular de atividades físicas pode ajudar a melhorar a mobilidade, a flexibilidade e a força muscular. A alimentação saudável, com uma dieta rica em frutas, verduras e grãos integrais, também pode ser benéfica. Ainda, a prática de atividades sociais e de lazer pode ajudar a melhorar o humor e a saúde emocional do paciente.

Além dessas opções de tratamento, também existem várias terapias complementares que podem ser úteis, como a acupuntura e a ioga. No entanto, é importante lembrar que as opções de tratamento para a doença de Parkinson podem variar de acordo com as necessidades individuais do paciente e devem ser discutidas com o neurologista.

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