Biblioteca do consultório
Artigos de neurologia
Conteúdo que explica o mecanismo por trás dos sintomas — a porta de entrada de quem chega até aqui pela busca. Escrito para ser lido com calma e voltar quando precisar.
CID-10 e CID-11: seis diferenças de estrutura
A CID-11 não é a CID-10 com números trocados. Seis diferenças de estrutura explicam o formato do código, a hierarquia e o jeito de codificar.
burnout Burnout na CID-11: o QD85 não é código de doença
O burnout entrou na CID-11 como QD85, Esgotamento, fora dos capítulos de doença. A definição oficial, a trava do trabalho e as quatro exclusões.
Autismo Autismo na CID-11: o código 6A02 e o que muda
O autismo na CID-11 tem código 6A02, e o espectro passou a ser uma categoria única. O que isso significa e por que seu laudo ainda não traz esse código.
TDAH TDAH na CID-11: por que o 6A05 mudou de grupo
Na CID-11 o TDAH é 6A05 e mudou de grupo, dos transtornos hipercinéticos para os do neurodesenvolvimento. O que essa troca de vizinhança diz.
CID-11: o que muda e quando passa a valer no Brasil
A CID-11 não é a CID-10 com códigos novos, é outra arquitetura. E no Brasil ela ainda não está em uso: a previsão oficial é janeiro de 2027.
Dipirona para dor de cabeça: o que a evidência mostra
Quase toda a evidência da dipirona na crise de enxaqueca foi produzida com o remédio na veia, no pronto-socorro. Veja o que isso muda para o comprimido tomado em casa.
Ibuprofeno para dor de cabeça: o efeito muda com o tipo de dor
Ibuprofeno 400 mg tem NNT 7 na enxaqueca e NNT 14 na cefaleia tensional, sem diferença significativa do placebo na primeira hora. O que isso muda na prática.
Nimesulida para dor de cabeça: o que se sabe do risco e do benefício
A eficácia da nimesulida em cefaleia se apoia num ensaio de 1993 com 30 participantes. O risco hepático tem meta-análise, caso-controle e séries de casos. Entenda a assimetria.
Creatina e Alzheimer: um piloto de 20 pessoas, sem grupo controle
Não há ensaio randomizado publicado. O que existe é um piloto de braço único com 20 participantes, em que a creatina cerebral subiu 11%. O ensaio randomizado registrado é brasileiro e ainda não deu resultado.
Creatina e depressão: efeito modesto como apoio ao tratamento
A maior meta-análise reuniu 11 ensaios e chegou a 2,2 pontos na escala de Hamilton, abaixo do limiar de relevância clínica. E sempre somada ao tratamento, nunca no lugar dele.
Creatina e fibromialgia: melhora a força, e não muda a dor
A fosforilcreatina muscular subiu 80,3% e a força melhorou em três testes, num ensaio duplo-cego de 16 semanas. Dor, sono e qualidade de vida seguiram iguais.
Creatina e TDAH: existe mecanismo, não existe ensaio nenhum
Nenhum estudo testou suplementar creatina no TDAH. E o achado de imagem mais citado aponta para o oposto, com creatina mais alta antes do tratamento e queda depois do estimulante.