Biblioteca do consultório
Artigos de neurologia
Conteúdo que explica o mecanismo por trás dos sintomas — a porta de entrada de quem chega até aqui pela busca. Escrito para ser lido com calma e voltar quando precisar.
Paracetamol para dor de cabeça: o que a dose de 500 mg mostrou
Nos estudos de cefaleia tensional, a dose de 500 a 650 mg não superou o placebo. O benefício demonstrado pertence à dose de 1000 mg, e é pequeno. O risco do fígado mora em outro lugar.
Qual o melhor remédio para dor de cabeça: não há vencedor
Paracetamol, ibuprofeno e cetoprofeno empatam nos estudos, com intervalos de confiança sobrepostos. A tabela lado a lado e o que decide a escolha na prática.
CID-10 e CID-11: seis diferenças de estrutura
A CID-11 não é a CID-10 com números trocados. Seis diferenças de estrutura explicam o formato do código, a hierarquia e o jeito de codificar.
Autismo Autismo na CID-11: o código 6A02 e o que muda
O autismo na CID-11 tem código 6A02, e o espectro passou a ser uma categoria única. O que isso significa e por que seu laudo ainda não traz esse código.
burnout Burnout na CID-11: o QD85 não é código de doença
O burnout entrou na CID-11 como QD85, Esgotamento, fora dos capítulos de doença. A definição oficial, a trava do trabalho e as quatro exclusões.
CID-11: o que muda e quando passa a valer no Brasil
A CID-11 não é a CID-10 com códigos novos, é outra arquitetura. E no Brasil ela ainda não está em uso: a previsão oficial é janeiro de 2027.
TDAH TDAH na CID-11: por que o 6A05 mudou de grupo
Na CID-11 o TDAH é 6A05 e mudou de grupo, dos transtornos hipercinéticos para os do neurodesenvolvimento. O que essa troca de vizinhança diz.
Dipirona para dor de cabeça: o que a evidência mostra
Quase toda a evidência da dipirona na crise de enxaqueca foi produzida com o remédio na veia, no pronto-socorro. Veja o que isso muda para o comprimido tomado em casa.
Creatina e Alzheimer: um piloto de 20 pessoas, sem grupo controle
Não há ensaio randomizado publicado. O que existe é um piloto de braço único com 20 participantes, em que a creatina cerebral subiu 11%. O ensaio randomizado registrado é brasileiro e ainda não deu resultado.
Creatina e depressão: efeito modesto como apoio ao tratamento
A maior meta-análise reuniu 11 ensaios e chegou a 2,2 pontos na escala de Hamilton, abaixo do limiar de relevância clínica. E sempre somada ao tratamento, nunca no lugar dele.
Creatina e fibromialgia: melhora a força, e não muda a dor
A fosforilcreatina muscular subiu 80,3% e a força melhorou em três testes, num ensaio duplo-cego de 16 semanas. Dor, sono e qualidade de vida seguiram iguais.
Creatina e traumatismo craniano: a evidência é menor do que parece
Em criança, tudo se apoia num ensaio aberto de 39 participantes que foi publicado mais de uma vez. Em concussão de adulto, nada publicado ainda. E em AVC o ensaio duplo-cego foi negativo.