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Óxido de magnésio: para que serve e por que ele absorve tão pouco

O óxido é o sal com mais magnésio por comprimido e o pior absorvido. Por que ele funciona no intestino, onde decepciona e quem tem motivo para evitá-lo.

Copo de água com uma camada de pó branco depositada no fundo, sem se dissolver, e a água acima permanecendo limpa

O óxido de magnésio é o sal de magnésio mais barato, mais vendido e o pior absorvido de todos. E ele serve bem para uma coisa: soltar o intestino.

Essa resposta parece dura, mas vem com uma virada que quase nenhum texto sobre o assunto conta. O óxido lidera duas listas ao mesmo tempo. É o sal que carrega mais magnésio por comprimido e o que menos magnésio entrega ao corpo. E não são dois defeitos separados. É a mesma propriedade física produzindo os dois resultados. Entender essa propriedade resolve de uma vez por que o óxido decepciona quem quer repor magnésio e por que ele funciona para quem quer regular o intestino.

O que é o óxido de magnésio

O óxido de magnésio. O que é isso, exatamente?

É a combinação mais simples possível do mineral: um átomo de magnésio ligado a um de oxigênio, sem nada em volta. Um sal inorgânico, que é como se chama o sal em que o magnésio não vem preso a uma molécula orgânica, como um aminoácido ou um ácido de fruta.

Essa simplicidade aparece direto no rótulo. Como não há nada pesado em volta do mineral, o óxido é o sal com a maior proporção de magnésio de verdade: cerca de 60% do peso do composto é magnésio elementar.1 Um comprimido de 750 mg de óxido carrega 450 mg de magnésio.1 Nenhuma outra forma da prateleira chega perto disso.

Só que ele tem uma segunda característica, e é ela que manda em tudo: o óxido praticamente não se dissolve em água. A solubilidade dele é de 8,6 mg por litro, descrita na literatura de farmacocinética como extremamente baixa.2 Em linguagem do dia a dia, é um pó que fica pó.

Muito magnésio no comprimido. Quase nada dissolvendo. O resto do texto sai dessas duas frases.

Quanto do óxido realmente entra no corpo

Pouco, e o número é conhecido.

Um estudo que comparou quatro preparações comerciais de magnésio em pessoas saudáveis observou absorção de 4% da dose para o óxido, contra 9% a 11% para cloreto, lactato e aspartato. O dado aparece dentro de uma revisão sistemática de biodisponibilidade.3

Quem está do outro lado dessa conta desmonta a explicação mais repetida da internet. O cloreto de magnésio é inorgânico, igual ao óxido, e mesmo assim ficou na faixa boa, junto com sais orgânicos.3 Ou seja, a divisão que o dado sustenta não é “orgânico contra inorgânico”. É óxido contra quase todo o resto. O óxido não é o representante de uma categoria ruim. Ele é um caso isolado.

O experimento que deixa isso mais visível é outro. Pesquisadores deram a voluntários um suplemento com 450 mg de magnésio elementar vindo só de óxido, e mediram o sangue durante horas. O aumento máximo foi de 4,6% em relação ao valor inicial. O placebo, na mesma medição, subiu 4,8%.1 Os dois ficaram abaixo da variação de cerca de 6% que o magnésio do sangue tem naturalmente ao longo do dia.1 Traduzindo: não deu para distinguir o óxido de não tomar nada.

E no mesmo trabalho, um suplemento mais solúvel com 196 mg de magnésio elementar elevou mais o magnésio no sangue do que os 450 mg do óxido.1 Menos da metade do mineral, mais mineral chegando. A conclusão dos autores é a frase que resume o assunto: para a biodisponibilidade, a solubilidade pesa mais que a quantidade no rótulo.1

Há ainda uma comparação direta entre citrato e óxido, com dose única de 300 mg de magnésio elementar em 20 homens. O citrato ganhou na excreção urinária de 24 horas e no nível sérico, com significância estatística.4 Convém calibrar o tamanho disso, porque o marketing costuma exagerar essa diferença: a vantagem foi real, mas modesta, na ordem de 7% na excreção e 3% no sangue.4 E uma nota que entra na conta de quem lê: os produtos do estudo foram fornecidos pela fabricante do produto que venceu.4

Por que aquilo que não é absorvido vira laxante

O mecanismo explica as duas metades do óxido com uma coisa só.

O magnésio que não atravessa a parede do intestino não desaparece. Ele continua ali dentro, dissolvido no conteúdo intestinal, como uma partícula que ocupa espaço e atrai água. É o que se chama de soluto osmoticamente ativo.

E o intestino tem uma limitação importante: ele não consegue concentrar nem diluir o próprio conteúdo. Tudo que entra ali se equilibra rapidamente com a concentração do sangue, que fica em torno de 290 mOsm/kg e quase não varia.5 Então, quando sobra um soluto que não foi absorvido, só existe uma forma de chegar a esse equilíbrio: puxar água para dentro do intestino até a conta fechar.5 Mais água no intestino significa volume maior e fezes mais moles.

É por isso que o efeito laxante do óxido não é um efeito colateral no sentido comum. Ele é a assinatura da má absorção. Um sal bem absorvido não sobra no intestino, e por isso não puxa água.

Um cuidado de precisão: o estudo que mediu essa física em pessoas usou hidróxido de magnésio, polietilenoglicol, lactulose e sorbitol, não o óxido.5 O mecanismo é da mesma família, e o hidróxido é um primo químico direto, mas o dado é dele. Nesse trabalho, as diarreias de origem osmótica mostraram uma marca clara, com valores sempre acima de 140 e em geral acima de 200 mOsm/kg, o que as separava com facilidade das diarreias de outro mecanismo.5

E existe ensaio clínico do óxido para essa finalidade. Em crianças com constipação crônica pelos critérios de Roma IV, um estudo randomizado e duplo-cego de 4 semanas testou óxido de magnésio na dose de 30 mg por quilo por dia. A frequência de evacuações aumentou e a consistência das fezes melhorou em relação ao ponto de partida, e o óxido teve o melhor resultado de consistência de todo o estudo, à frente do braço com probiótico isolado.6 Duas ressalvas que o próprio desenho impõe: todos os grupos receberam tratamento ativo, então as comparações são contra o valor inicial e não contra placebo puro, e a população era pediátrica.6

E a enxaqueca? O paradoxo que quase ninguém explica

Se você chegou até aqui, a conclusão parece óbvia: óxido só para o intestino. Mas a literatura tem uma dobra que estraga essa simplicidade.

O ensaio de prevenção de enxaqueca com o sinal positivo mais forte usou justamente o óxido. Foi um estudo randomizado, controlado, duplo-cego e cruzado, com 63 pacientes analisados, comparando óxido de magnésio 500 mg de 12 em 12 horas com valproato de sódio, um preventivo consagrado, por 8 semanas. Os dois reduziram as crises de forma parecida, sem diferença relevante e sem efeito adverso significativo.7

Como o pior sal do ranking de absorção consegue esse resultado?

A resposta mais provável é que as duas literaturas nunca se encontraram. Os estudos que comparam formas medem quanto do mineral entra, em horas, olhando sangue e urina. Os estudos de enxaqueca medem o que acontece com a pessoa, ao longo de meses. E não é figura de linguagem dizer que esses campos não conversam: a revisão sistemática de biodisponibilidade mais recente do tema excluiu de propósito, nos critérios de elegibilidade, todo estudo sobre eficácia clínica.3 Ela mede absorção e só.

Então a leitura sóbria é esta. Absorver pouco por dose não é o mesmo que não servir para nada ao longo de meses, porque em uso contínuo o que pesa é a quantidade total que chega somada à constância de tomar todo dia. O óxido tem magnésio de sobra por comprimido, e uma fração pequena de um número grande ainda é alguma coisa. O que trato com mais cuidado nesse assunto está em magnésio para enxaqueca.

Isso não promove o óxido a bom repositor. Continua sendo o pior da lista quando o objetivo é elevar o magnésio do corpo. Mas mostra por que a frase “óxido é lixo”, que circula pronta na internet, é curta demais para o que a evidência realmente diz.

Quem tem mais motivo para não escolher o óxido

Existe um detalhe que muda bastante a conta para algumas pessoas: o óxido depende de ácido no estômago para conseguir dissolver.

Em testes que simularam diferentes condições de acidez, o óxido de magnésio ficou insolúvel na ausência de ácido gástrico, dissolveu apenas 9% quando a secreção de ácido era baixa, e chegou a 43% em condições de secreção normal. O citrato, na mesma comparação, já estava 87% dissolvido mesmo na acidez baixa, e continuava assim conforme o pH subia.3

Isso tem consequência clínica direta. Duas situações comuns reduzem a acidez do estômago: o envelhecimento, com a gastrite atrófica que se torna frequente, e o uso contínuo de inibidor de bomba de prótons, os remédios de refluxo como omeprazol e pantoprazol.3,8 Nesses dois grupos, escolher óxido é escolher a forma que mais depende justamente daquilo que está faltando.

O uso prolongado de inibidor de bomba de prótons está ele mesmo associado a magnésio baixo. Desde 2006 acumularam-se relatos do problema, e em 2011 a agência americana de medicamentos incluiu a queda de magnésio como efeito de longo prazo dessa classe.8 Ou seja, parte de quem mais teria motivo para repor magnésio é exatamente quem menos consegue aproveitar o óxido.

Onde o óxido deixa de ser inofensivo

Em quem tem os rins funcionando bem, a margem de segurança do magnésio é grande. Não há relato de excesso de magnésio no sangue causado por comida, porque o rim dá conta de eliminar a sobra.9

O óxido usado de forma contínua como laxante, porém, é um cenário diferente de tomar um suplemento comum. Um estudo retrospectivo acompanhou 2.176 pessoas que usavam óxido de magnésio diariamente com essa finalidade, e encontrou associação entre magnésio alto no sangue e três fatores: dose acima de 1.000 mg por dia, doença renal crônica em estágio avançado, e uso simultâneo de laxante estimulante.9

Uma exceção contraria a regra fácil de decorar. O acúmulo de magnésio pode acontecer mesmo com função renal normal, principalmente em idosos com condições que tornam o intestino lento, incluindo a própria constipação, situação em que o conteúdo passa mais tempo em contato com a parede intestinal.9 Ou seja, a pessoa que mais tende a usar óxido por longos períodos é também a que tem uma via de acúmulo aberta.

Os sintomas de magnésio alto começam inespecíficos, com náusea, tontura, fraqueza e confusão, e em faixas mais altas envolvem sonolência, queda de reflexos, alterações do ritmo cardíaco e da pressão.9 Nada disso é comum em quem tem rim saudável e usa dose habitual. Mas quem tem doença renal crônica precisa tratar magnésio como assunto médico, não como decisão de prateleira.9

Óxido de magnésio não é leite de magnésia

Preciso separar três produtos que o público mistura o tempo todo, porque a confusão leva gente a tomar magnésio duas vezes sem perceber.

  • Óxido de magnésio é o suplemento e antiácido em cápsula ou comprimido, o assunto deste texto.
  • Leite de magnésia é hidróxido de magnésio, outro composto, vendido como laxante e antiácido em suspensão líquida.
  • Magnésia bisurada é uma marca de antiácido cuja fórmula combina carbonato e óxido de magnésio.

São compostos diferentes, com concentrações diferentes e finalidades diferentes. Quem usa antiácido com magnésio e ainda toma suplemento de magnésio está somando as duas coisas, e isso raramente aparece na conta de quem faz por conta própria.

O que eu vejo no consultório

O óxido de magnésio é o magnésio que eu mais vejo e o que eu nunca receito. Parece contraditório, mas é assim que ele chega na consulta: a pessoa já está tomando, comprou na farmácia porque era o mais barato da prateleira, e a frase que vem junto é quase sempre a mesma, “eu tomo, mas não sinto nada”.

Quando isso acontece eu paro e explico, porque é a explicação que mais muda a cabeça de quem está ali. Existem dois grupos de magnésio. Os inorgânicos, e o óxido é o principal deles, e os orgânicos, que vêm ligados a um aminoácido. O inorgânico praticamente não dissolve. E é justamente por não ser absorvido que ele fica no intestino puxando água. O efeito laxante não é um defeito do óxido. É a consequência direta de ele não entrar no corpo. Barato, mal absorvido e laxante são a mesma característica vista de três ângulos.

Outra coisa que eu desfaço com frequência é a leitura do rótulo. A pessoa me mostra a caixa com um número alto e pergunta como pode não estar fazendo efeito, se a dose é grande. A dose no papel pode até estar certa. O que o rótulo não diz é quanto daquilo atravessa, e no caso do óxido atravessa pouco.

Tem um lugar onde eu não torço o nariz para o óxido, e é quando o intestino é o alvo. Se a pessoa já tem o intestino preso, aquilo que seria efeito colateral vira o motivo de tomar. Aí eu digo com todas as letras que ela está usando um laxante e que ele está funcionando como laxante, não que ela está repondo magnésio. São duas coisas diferentes, e confundir as duas é o erro mais comum que eu vejo nesse assunto.

Em resumo

O óxido de magnésio é o sal com mais magnésio elementar por comprimido e o pior absorvido de todos, na faixa de 4% da dose contra 9% a 11% dos demais. A causa das duas coisas é a mesma: ele quase não se dissolve. E é justamente por sobrar no intestino que ele puxa água e funciona como laxante, com mecanismo bem descrito e ensaio clínico a favor nessa indicação. Para elevar o magnésio do corpo, existem escolhas melhores, entre elas as formas queladas, e a diferença aumenta em idosos e em quem usa remédio para refluxo, porque o óxido precisa de acidez para dissolver. A dobra que impede a conclusão simples é a enxaqueca, onde o ensaio positivo mais forte usou óxido, lembrando que absorção medida em horas e desfecho medido em meses são perguntas diferentes. O mapa completo das formas está em o que é magnésio.

Se você toma magnésio por conta própria e não sabe se a forma que está no seu armário faz sentido para o seu objetivo, ou se usa remédio contínuo para refluxo, converse comigo pelo WhatsApp e a gente avalia com calma.

Perguntas frequentes

Óxido de magnésio e leite de magnésia são a mesma coisa?

Não. São dois compostos diferentes. O óxido de magnésio é magnésio ligado a oxigênio e vem em cápsula ou comprimido, usado como suplemento e como antiácido. O leite de magnésia é hidróxido de magnésio, uma suspensão líquida vendida como laxante e antiácido. Existe ainda a magnésia bisurada, que é uma marca de antiácido combinando carbonato e óxido de magnésio. Os três contêm magnésio e por isso somam entre si, o que importa para quem usa antiácido e suplemento ao mesmo tempo sem se dar conta.

Óxido de magnésio é ruim mesmo?

Ruim para uma finalidade, bom para outra. Quando o objetivo é elevar o magnésio do corpo, ele é o mais fraco das formas disponíveis: um estudo com quatro preparações comerciais observou absorção de 4% da dose para o óxido, contra 9% a 11% para cloreto, lactato e aspartato.3 Quando o objetivo é o intestino, essa mesma característica trabalha a favor, porque o magnésio que não é absorvido puxa água para dentro do intestino e amolece as fezes.5 Então a pergunta útil não é se o óxido é ruim, e sim para o que ele está sendo usado.

O rótulo diz 500 mg de óxido de magnésio. Quanto disso é magnésio de verdade?

Depende de qual número o rótulo está informando, e essa é uma confusão comum. Cerca de 60% do peso do óxido de magnésio é magnésio elementar, que é o mineral em si.1 Então 500 mg do composto correspondem a aproximadamente 300 mg de magnésio. Alguns rótulos declaram o peso do sal e outros declaram o magnésio elementar, e a diferença entre as duas leituras é grande. Procure na embalagem a expressão “magnésio elementar” para saber qual dos dois você está lendo.

Óxido de magnésio serve para câimbra, sono ou ansiedade?

Essa é uma pergunta que a literatura responde menos do que a internet sugere. Os estudos que comparam as formas de magnésio medem quanto do mineral é absorvido, não o que cada forma resolve. A revisão sistemática mais recente de biodisponibilidade excluiu de propósito, nos critérios de seleção, todo estudo sobre eficácia clínica.3 Ou seja, não existe uma tabela científica ligando cada sal a uma indicação. O que se pode dizer é que, para objetivos que dependem do magnésio chegar ao corpo, o óxido é o que menos entrega entre as formas comparadas.3 Se faz sentido suplementar no seu caso, e com qual forma, é uma conversa para ter com um médico ou nutricionista.

O óxido de magnésio sempre solta o intestino?

Não em toda pessoa e em toda dose, mas o efeito é esperado e tem explicação. O magnésio que não é absorvido continua dentro do intestino atraindo água, e o intestino não consegue concentrar o próprio conteúdo, então a água entra até equilibrar com a concentração do sangue.5 Quanto maior a dose que sobra ali, maior a tendência a fezes moles. Em crianças com constipação crônica, um ensaio randomizado e duplo-cego de 4 semanas mostrou aumento da frequência de evacuações e melhora da consistência das fezes com óxido de magnésio.6 Quem sente esse efeito e não o queria costuma se dar melhor fracionando a dose ou trocando de forma, e isso deve ser ajustado com quem acompanha o caso.

Quem não deve tomar óxido de magnésio por conta própria?

Quem tem doença renal, principalmente em estágio avançado, é o grupo de maior atenção, porque o rim é o órgão que elimina o excesso de magnésio.9 Num estudo com 2.176 pessoas que usavam óxido de magnésio diariamente como laxante, o magnésio alto no sangue apareceu associado a dose acima de 1.000 mg por dia, doença renal crônica avançada e uso simultâneo de laxante estimulante.9 Idosos com intestino lento também merecem cautela, porque o acúmulo pode acontecer mesmo com função renal normal.9 E quem usa remédio contínuo para refluxo tem um motivo adicional para conversar antes: o óxido depende da acidez do estômago para dissolver, e essa acidez está reduzida nessas pessoas.3,8


Este conteúdo é educativo e não substitui uma consulta médica individualizada. Nenhuma informação aqui é prescrição: qualquer uso ou dose de magnésio deve ser avaliado com o seu médico ou nutricionista, ainda mais se você usa remédio contínuo para refluxo.

Referências

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  2. Ranade VV, Somberg JC. Bioavailability and pharmacokinetics of magnesium after administration of magnesium salts to humans. American Journal of Therapeutics. 2001. https://doi.org/10.1097/00045391-200109000-00008

  3. Pardo MR, Garicano Vilar E, San Mauro Martín I, Camina Martín MA. Bioavailability of magnesium food supplements: a systematic review. Nutrition. 2021. https://doi.org/10.1016/j.nut.2021.111294 2 3 4 5 6 7 8 9

  4. Kappeler D, Heimbeck I, Herpich C, et al. Higher bioavailability of magnesium citrate as compared to magnesium oxide shown by evaluation of urinary excretion and serum levels after single-dose administration in a randomized cross-over study. BMC Nutrition. 2017. https://doi.org/10.1186/s40795-016-0121-3 2 3

  5. Eherer AJ, Fordtran JS. Fecal osmotic gap and pH in experimental diarrhea of various causes. Gastroenterology. 1992. https://doi.org/10.1016/0016-5085(92)90845-p 2 3 4 5 6

  6. Kubota M, Ito K, Tomimoto K, et al. Lactobacillus reuteri DSM 17938 and magnesium oxide in children with functional chronic constipation: a double-blind and randomized clinical trial. Nutrients. 2020. https://doi.org/10.3390/nu12010225 2 3

  7. Karimi N, Razian A, Heidari M. The efficacy of magnesium oxide and sodium valproate in prevention of migraine headache: a randomized, controlled, double-blind, crossover study. Acta Neurologica Belgica. 2021. https://doi.org/10.1007/s13760-019-01101-x

  8. Gröber U. Magnesium and drugs. International Journal of Molecular Sciences. 2019. https://doi.org/10.3390/ijms20092094 2 3

  9. Aal-Hamad AH, Al-Alawi AM, Kashoub MS, Falhammar H. Hypermagnesemia in clinical practice. Medicina. 2023. https://doi.org/10.3390/medicina59071190 2 3 4 5 6 7 8

Dr. Jonas Bernardes

Dr. Jonas Bernardes

Neurologia Clínica · CRM-SP 150216 · RQE 108175

Neurologista em Jaú/SP, dedicado ao diagnóstico e tratamento das doenças do sistema nervoso. Escreve para traduzir o que a neurologia sabe em decisões práticas de saúde. Atende presencialmente e por teleconsulta.

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